Viagens e Aventuras

Travessia Petrópolis-Teresópolis

Há alguns meses atrás me pediram ajuda para preparar um grupo de jovens considerados por algumas pessoas como sendo um grupo fraco, sem futuro… Bem, eu tenho em mente que o vento muda sua direção de uma hora pra outra e, assim como o vento, algumas pessoas também podem mudar, basta que sejam lapidadas, como diamantes. E por falar em diamantes, essas pedrinhas valiosas são encontradas na lama das minas… Se o valoroso diamante surge da lama por que não acreditar que valores poderiam nascer em um grupo taxado como “fraco”???

E foi assim que tudo começu, com uma tentativa que tinha 50% de chances de dar certo e 50% de chances de dar errado, assim como qualquer outra escolha que fazemos. Pois é, os “fracos” resolveram lutar e mostraram que poderiam se tornar fortes…

Essa história começou há um ou dois meses atrás, mas eu pretendo falar apenas do nosso último capítulo – ou seria o primeiro??? Bem, isso depende deles…

Antes de mais nada é bom avisar de que isto aqui não é um relatório de atividade, este texto é um relato do que foi a travessia pra mim, sob o meu ponto de vista.

……………

Travessia Petrópolis-Teresópolis

28 Km de caminhada pesada, 10 quilos de equipamentos nas mochilas de cada um, 8 horas em média de caminhada por dia subindo morros, descendo vales, passando ao lado de abismos, sofrendo com o sol durante o dia e com o frio a noite, escassez de água por causa do período de estiagem e mais alguns outros fatores adversos… Legal, né?

11-10-2007 – Pernoite no 57º GEAr

Chegamos ao grupo na parte da tarde. Fiz um check list na mochila de todos e removemos o material considerado inútil ou excessivo. Tinha gente que estava carregando peso demais, isso sem contar com os equipamentos que seriam divididos entre o grupo (barracas, fogareiro, material de cozinha, remédios, etc…).

Feito isso as meninas foram para cantina e fizeram uma macarronada show de bola (pode começar a contar Luíza, hehehe). Jantamos macarronada (spaguetti e talharim juntos…), com carne moída, queijo ralado e suco de caju. Logo depois fomos dormir, o que demorou um pouco pra acontecer devido a ansiedade de todos, acredito eu.

12-10-2007 – De Petrópolis até o Morro do Açú

Acordamos, tomamos um banho rápido e frio (pelo menos no meu caso), comemos o delicioso (hehehe) macarrão doce feito pela Jade e ficamos esperando a van que nos levaria até Petrópolis.

O caminho até Petrópolis foi tranquilo. A maioria dos passageiros foi dormindo. Eu não durmo durante esses deslocamentos, portanto fui aproveitando a vista e o belo sol do dia. Aliás, por falar em tempo, a previsão de chuva no fim de semana foi totalmente furada.

A van nos deixou praticamente na porta de entrada do parque. Desembarcamos, e seguimos por uma estradinha de terra esburacada até chegarmos a entrada. As mochilas foram revistadas (norma do parque) e ficamos sabendo que havia escassez de água na região devido a estiagem que vinha acontecendo. Já começamos com um desafio a mais e outros ainda viriam pela frente.

Avisei a eles sobre o fato da água e mencionei que deveríamos controlar o consumo de água o máximo possível. Afinal de contas não sabíamos como estava a situação realmente.

Fizemos uma reuniãozinha para apresentação dos guias e então começamos a trilha. Os primeiros lances são simples, o problema é que o grupo estava sentindo o desgaste causado pelo peso das mochilas e isso afetou diretamente o rendimento deles. A trilha tem alguns trechos iniciais de subida que são chatos e cansativos, a caminhada até a Pedra do Queijo foi bem puxada. Aliás, o primeiro dia da travessia é o pior.

O ritmo reduzido afetou diretamente o nosso cronograma. O almoço que foi acertado para ser feito no Ajax acabou acontecendo na Pedra do Queijo.


queijo.jpg
Vista da pedra do Queijo, a caminhada começa lá embaixo no vale…

Almoçamos e logo depois retomamos a caminhada. Tínhamos que chegar ao Ajax, um ponto da trilha que fica antes da subida da Isabeloca e onde deveríamos encontrar água. A trilha continuava pesada, o sol estava castigando bastante.

Chegamos ao Ajax e a preocupação era encontrar água, afinal de contas, as garrafas de 2 litros que estavam nas mochilas de cada um precisavam ser abastecidas, já que não tínhamos como prever qual seria o próximo ponto onde poderí­amos captar água.


ajax.jpg
PH, no Ajax.

Logo que chegamos recebemos uma “boa notícia”, não tinha água onde era pra ter… Nem uma gota. Resolvemos olhar ao redor e acabamos recebendo a informação de outros participantes da travessia que havia um ponto de água logo abaixo do Ajax. A ordem foi simples: bebam bastante água e encham todas as garrafas que estiverem vazias!

Quando a notícia de que havia água foi repassada as caras preocupadas voltaram ao normal. Enchemos as garrafas e nos preparamos para enfrentar a pior parte do dia, a subida da Isabeloca.

Dizem que a Isabeloca tem este nome por que a Princesa Isabel ia lá caçar alguma coisa. Alguns também dizem que a Princesa Isabel era uma verdadeira bucha de canhão… Se isso é verdade, eu não sei, mas a Isabeloca é um canhão inteiro. Ô lugarzinho chato de subir! Cansativo demais e parece que a trilha nesse pedaço não acaba nunca.

O stress e o cansaço geraram alguns desentendimentos, que aparentemente se resolveram depois ao logo do percurso. A única coisa que me deixou feliz foi o fato de que a parte ruim do dia já tinha ficado para trás e que a trilha até o Açú era mais tranquila. Isso sem falar na vista das montanhas lá do alto da Isabeloca.


isabeloca.jpg
Vista após a subida da Isabeloca

Após a Isabeloca vem um trecho conhecido como “chapadão do Açú”, um pedaço onde venta muito. Aliás um vento frio… O sol estava se pondo e o vento aumentava ainda mais a sensação de frio.


chapadao_acu.jpg
Trecho da trilha no Chapadão do Açú

A vista deste pedaço da trilha é muito bonita. Fizemos algumas fotos maravilhosas.


por_sol_acu.jpg
Pôr do Sol antes do Açú

O atraso durante a caminhada provocado principalmente pelo desgaste físico fez com que nós acampássemos a noite, sem a luz do sol. A primeira providência quando paramos foi colocar a roupa de frio (anorak, luva e gorro principalmente) e depois montar as barracas. Só assim poderíamos guardar as mochilas e pensar em fazer nossa janta quente…

Confesso que fiquei meio enrolado na montagem da barraca, montei as barracas do grupo apenas uma vez antes da travessia e isso atrapalhou um pouco. Depois de montarmos as barracas fomos fazer alguma coisa pra comer. A Jade foi esquentar a água, mas como ela estava sem a roupa adequada pedi que ela voltasse para a barraca e que trocasse de roupa. Enquanto isso a Pam ficou de olho no fogareiro. Eles comeram e ficamos conversando um pouquinho. A vista do Açú é incrível, lá de cima é possí­vel ver a Baía de Guanabara e o Rio de Janeiro todo iluminado, pena que a minha câmera não conseguiu pegar essa imagem por causa do escuro…


fim_dia_1.jpg
Fim do primeiro dia de caminhada

13-10-2007 – Do Açú até a Pedra do Sino

Antes da travessia começar eu tinha duas preocupações, o frio e a falta de água. A água nós já havíamos conseguido, pelo menos o suficiente até encontrarmos mais. Quanto ao frio, esse não assustou muito. Pegamos cerca de 0 graus de madrugada e de 5 a 9 graus ao amanhecer, nada que fugisse do previsto. Durante o dia o chocolate e as barras de cereal que estavam nas nossas mochilas chegavam a derreter, mas isso foi resolvido naturalmente. Mesmo estando dentro das mochilas e estas ficando dentro das barracas, o chocolate e as barras de cereal congelavam durante a noite… Isso e as garrafas de água que dormiram do lado de fora das barracas nos indicavam como a noite tinha sido fria. Tínhamos água geladinha todo dia pela manhã.

Fomos dormir e eu perguntei ao pessoal da minha barraca se eles queriam que eu os acordasse para ver o sol nascer. Alguns pediram para serem acordados.

05:00 da manhã, meu celular desperta. Acordo correndo, o sol já estava começando a se levantar na frente da nossa barraca. Sacudo o pessoal e vejo quem realmente quer sair. Aviso a todos para se agasalharem por que ainda estava frio lá fora. Saio e encontro o Thiago (nosso guia) já de pé esperando o sol nascer para fazer algumas fotos.

Mais alguns minutos e várias pessoas estão de pé, grupos pequenos em cada canto do Açú, esperando o espetáculo que estaria por vir.


nascendo_acu.jpg
Nascer do sol no Açú, início do segundo dia.

A Açú estava vazio, não tinha tanta gente assim fazendo a travessia, provavelmente por ser outubro, período fora da temporada normal. Tivemos bastante espaço para montar nosso acampamento na noite anterior. Aliás alguns integrantes do nosso grupo disseram que viram a barraca balançr com o vento durante a noite. Eu dormi feito uma pedra. Não vi, nem ouvi nada.


campo_acu.jpg
Acampamento no Açú

As pessoas foram acordando e arrumando seus equipamentos. Enquanto isso a Jade esquentava água para o café da manhã. Aliás, foi nesta hora em que descobrimos mais um problema. Nosso combustível do fogareiro acabou e eu fui trocar o cartucho. Isso deveria ser feito sem maiores problemas, contudo, o cartucho resolveu vazar, o que impossibilitava o uso do fogareiro… Me afastei do acampamento e avisei que iria desmontar o fogareiro. Isso faria com que o cartucho ficasse vazando até terminar o gás. Fui para trás de uma pedra afim de evitar possíveis acidentes. Desmontei o fogareiro e deixei o cartucho vazando até que o gás acabasse. O Zé Maria, um dos nosso guias, cedeu o fogareiro dele para que o grupo esquentasse um pouco de água.

Eles tomaram café e nos preparamos para deixar o Açú, rumo a Pedra do Sino. Este seria um dia pesado, com muitas passagens por lances de altura. Como veremos mais adiante.


castelos.jpg
Castelos do Açú

Começamos a caminhar por volta das 08:00 da manhã. Saí­mos do Açú em direção ao Morro do Marco, onde começamos a atravessar diversos trechos de lages rochosas, onde não existem marcações da trilha, apenas alguns totens colocados pelos próprios montanhistas e por alguns guias. A caminhada se inicia tranquila e depois de algum tempo começamos a descer uma encosta rochosa em direção ao Morro da Luva. Essa encosta assusta nas fotos, mas ao vivo a coisa é bem mais simples.


encosta_morro_marco.jpg
Descemos esta encosta em direção ao Morro da Luva

A subida da Luva é cansativa, mas não se compara ao trecho da Isabeloca que passamos no primeiro dia. A Luva é mais leve. Chegamos no topo do morro e decidimos que não iríamos almoçar naquele dia, já estávamos muito atrasados e se parássemos para almoçar acabaríamos atravessando trechos complicados no escuro, o que eu não queria (e nem ninguém, acho), pois iríamos expor o grupo a riscos desnecessários… Pedi que todos fizessem um lanche reforçado, assim não ficarí­amos sem alimentação e não perderíamos tanto tempo com a parada pro almoço.


vista_luva.jpg
Pedra do Sino, 2263 mts de altitude. Vista do Morro da Luva.

O próximo local a ser atingido após o Morro da Luva era uma pedra conhecida como Baleia, ou Dorso da Baleia, devido a semelhança da rocha com o dorso deste mamí­fero. Optamos por contornar a montanha pela lateral, atravessando as escarpas rochosas. A passagem foi tranquila, apesar de ser um lance com certa dose de risco. Claro que tudo foi feito com cuidado. Na foto abaixo é possível ter uma idéia das paredes que atravessamos.


contornando.jpg
Contornando para chegar até a Pedra da Baleia

Ao atingirmos a Pedra da Baleia dividimos o grupo em dois, permitindo um ataque mais rápido até o início do Vale da Morte para que fosse possível montar o material de escalada em um ponto onde a segurança deveria ser reforçada. Assim, eu, Rodrigo e o Thiago (um dos nossos guias) tomamos a frente e avançamos rápido até o início da descida do Vale da Morte. É um trecho simples, mas que gerou desgaste psicológico nos integrantes do grupo que tem medo de altura. Por isso optamos por fazer um corrimão com fitas de escalada e depois fixamos uma corda em um grampo para aumentar a segurança na descida.

O grupo chegou até a descida e fomos passando um por um. Alguns choraram, outros passaram bem. Isso é uma questão pessoal de cada um. Como eu disse antes, este dia é o que mais afeta o lado psicológico devido aos lances expostos à altura. Eu estava preocupado com a segurança do grupo, então acabei não fazendo fotos deste trecho. Mas com certeza deve ter fotos desta passagem na câmera de alguém.


sino_vista_vale_morte.jpg
Paredão da Pedra do Sino, visto do Vale da Morte

Após o Vale da Morte vem o Cavalinho, um lance onde também usamos material de escalada e onde passamos sem as mochilas, para evitar possíveis desequilí­brios. As mochilas foram içadas antes e depois as pessoas faziam o lance. O Cavalinho é o lance mais comentado da travessia por causa do risco. Mas a passagem foi tranquila, eles estavam protegidos pela corda e tinham a orientação de dois guias – um acima do lance e outro abaixo.


roger_cavalinho.jpg

Lance do Cavalinho, passamos sem problemas…

Terminamos o cavalinho e logo depois o sol se pôs, ou seja, ainda fizemos um pedaço da trilha até o abrigo 4 no escuro. Subir o Sino neste horário era arriscado e não teria lógica, portanto, deixamos a subida para o último dia da travessia e fomos direto para o abrigo 4, montar nosso segundo acampamento.

A trilha no escuro, com iluminação das lanternas foi leve… Fomos cantando algumas músicas e batendo papo até chegarmos ao abrigo.

Montamos as barracas e no final da noite tivemos uma atividade diferente. Os pais haviam escrito cartas para cada um dos seus filhos. Cartas que contavam como cada um era importante para eles e que mostravam passagens difíceis da vida de cada um… A chefia e eu sabíamos das cartas, mas os integrantes da tropa não… Éramos 8 pessoas dentro de uma barraca para 4, todos chorando e perdendo líquido! Já estava difícil encontrar água, aí­ vem uma atividade dessas e todos choram!!! Queriam nos matar desidratados!! Hehehe… Esse momento foi mágico e com certeza vai ficar na lembrança de muita gente…

14-10-2007 – Do abrigo 4 até o Sino e de lá até Teresópolis


abrigo4.jpg
Abrigo 4, já na manhã do terceiro dia

Eu acordei as 04:45 da manhã para subir correndo a Pedra do Sino e conseguir fotografar o sol nascendo. Levantei e desta vez fui sozinho, já que ninguém na minha barraca estava acordado e eu não sabia se as meninas já estavam acordadas. Arrumei meu “equipamento” (câmera, barras de cereal e chocolate) e parti para uma caminhada rápida de 15 minutos até o topo da Pedra do Sino.

Valeu o esforço. O sol começou a nascer por volta das 05:15 da manhã. E a paisagem estava do jeito que eu queria, com o céu alaranjado e com um mar de nuvens bem abaixo de mim, a cerca de uns 1500 metros de altitude. Tinham dois loucos dormindo no topo do Sino, usando apenas isolantes térmicos e sacos de dormir… Depois me chamam de maluco…


nascer_sino.jpg
Nascer do sol no topo da Pedra do Sino.

Fiz várias fotos e desci. Reunimos o grupo, eles tomaram o café da manhã e desmontaram parcialmente as barracas, então subimos o Sino novamente, afinal de contas, a tropa ainda não tinha pisado lá em cima e não teria a menor graça fazer a travessia e não chegar ao cume da Pedra do Sino. Mais alguns minutos de esforço e estávamos no topo. Valeu a pena cada gota de suor, lágrima e sangue que foram derramadas durante os meses de treinamento e durante a travessia, não só pra mim, mas pra todos, acredito. Sentimento de missão cumprida, mas ainda não tinha acabado.


sino_quarup.jpg
Parte da Kwarup no ponto mais alto da Serra dos Órgãos. Pedra do Sino, 2263 mts de altitude.

Chegamos ao Sino mas ainda tínhamos que encarar 11 km de descida até Teresópolis e estávamos com o horário apertado. Eu estava preocupado com a van que viria nos buscar, com certeza nos atrasaríamos e provavelmente eles não conseguiriam nos contactar através dos celulares devido a falta de sinal. A solução foi novamente dividir o grupo, assim chegaríamos mais rápido em Teresópolis e poderíamos segurar a van até a chegada dos outros. Decisão tomada. Deixamos o grupo com o Zé Maria (nosso outro guia) e descemos eu e Thiago (o outro guia) por uma trilha extremamente desnivelada e em um ritmo muito puxado. Imprimimos muita velocidade na nossa descida, tanto que conseguimos subir até o cume de outra montanha, a Pedra da Cruz (cerca de 2000 mts), e descer de lá até Teresópolis com uma folga de 30 a 50 minutos de diferença para o resto do grupo.


agulha_diabo.jpg
Agulha do Diabo (ao centro), essa eu ainda não tive a chance de conquistar…

Se tivéssemos uma corda e o equipamento necessário descerí­amos mais rápido ainda, pois poderí­amos rapelar pela crista de uma montanha e pouparíamos muito esforço e tempo. Mas como não estávamos com equipamento a solução foi encarar um trilha bem chata até a sede do Parnaso em Teresópolis.

Ao chegar no estacionamento de Teresópolis eu ouvi a seguinte frase do motorista da van: “Poxa, pensei que vocês não viriam mais. Eu ia esperar mais um pouco e ia embora, não consegui falar com o celular de ninguém…”. Bem conseguimos evitar um problemão e isso já recompensou o esfoço.

A descida destes 11 Km é cansativa, constante e chata. Principalmente no trecho final, um bom pedaço é feito caminhando sobre pedras irregulares, excelente local para uma torção de tornozelo…

Missão cumprida

Assim terminou nossa aventura do feriadão. Terminou esta aventura mas com certeza começarão muitas outras… Hoje eu sinto orgulho de um grupo de jovens que eram taxados como “fracos”. Eu disse eram… Por que se depender de mim, a partir de hoje o primeiro que bater de frente com a Kwarup vai ter que provar que é melhor do que eles. E eu posso dizer que eu confio na minha equipe e que vai ter muita gente de queixo caí­do e saindo de cabeça baixa depois de encará-los.

Parabéns, tropa. Parabéns pelo esforço, pela garra e pela união. Pelos momentos felizes e pelos momentos chatos compartilhados. Parabéns pelo trabalho em equipe, pelas brincadeiras que distraíram o pessoal nos lances mais cansativos. Parabéns por provarem a todos que vocês são capazes. Capazes de vencer, capazes de resolver problemas, capazes de se superar.

Em uma das trilhas, se eu não me engano na descida da Pedra do Sino no último dia, vocês vieram cantando uma música da Legião Urbana, chamada “Metal contra as nuvens”, um dos trechos finais desta música diz o seguinte:

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe para trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

Até, sempre alerta!

Trekker, montanhista, mochileiro e ciclista. Pratica esportes outdoor desde 1990. Apaixonado por equipamentos, fotografia, viagens, cerveja e tecnologia.

You may also like

12 Comments

  1. Que historia legal. Superação!!!
    Isso é mto bom… tem q ser divulgado para que todos saibam q tb são capazes.
    Abração

  2. Meu brother parabéns. Não só pela aventura mas tb pela forma como conseguiu descrevê-la. Assim pode me ajudar no preparo pra encarar essa trip. Mas fiquei curioso, vcs fizeram a trilha sem GPS mesmo é? Pq até agora geral que li que fez a travessia tava usando um ( e eu tb não tenho, oq me tranquiliza ao saber q dá pra fazer sem um).
    Vlw meu brother, fé em Deus e pé na estrada!!!

  3. @ Luiz de Mendes: Obrigado pelos parabéns! Mas então, fizemos sem GPS sim. Mas no nosso caso tínhamos guias que conhecem muito bem a região. O serviço de um guia para a travessia feita em 3 dias está custando por volta de uns R$ 500,00, ou seja, se forem 5 pessoas dá 100 pratas pra cada um, não fica caro. Quando eu fiz teve um grupo que estava sem guia e sem GPS, se baseavam apenas na carta topográfica do local e na bússola. Não recomendo muito essa atitude, principalmente por que no inverso (alta temporada da travessia) é comum termos neblina em alguns trechos do caminho, o que facilita demais um acidente ou um erro de rota. Se precisar de alguma informação pode contar comigo. Forte abraço, fé e pé na trilha!!

  4. OI!
    NOSSO GRUPO ESTA QUERENDO FAZER A TRAVESSIA PETRÓPOLIS-TERESÓPOLIS, MAS TEMOS DUVIDAS QUANTO A TRILHA. ELA É BEM MARCADA? PRECISARÍAMOS DE UM GUIA EXPERIENTE PARA REALIZA-LA? CONSIDERANDO QUE JÁ FIZEMOS PEDRA DO SINO, BICO DO PAPAGAIO, TIJUCA E OUTRAS TANTAS.
    JÁ AGRADEÇO PELA AJUDA

  5. Não, a trilha não tem nada de bem marcada. Na verdade em alguns pontos a marcação chega a estar indicando a direção errada – coisa de pessoas sem bom senso que reposicionam os tótens de orientação. Todas as outras trilhas que você mencionou não possuem uma abrangência de área tão grande quando a Travessia e não possuem trechos longos percorridos sobre lages de rocha, onde não existe referência visual para a trilha, portanto, o guia é indispensável. Acima de tudo, segurança.

    Isso sem falar que aquela região no inverno apresenta temperaturas muito baixas e vocês precisam ser orientados quanto a equipamentos, roupas e alimentação de forma correta. Não pense em fazer a travessia sem um guia.

    Fique a vontade para tirar suas dúvidas sobre roupas e equipamentos comigo. E se você estiver no Rio e precisar de um guia me avise que eu indico um muito bom. Abraços.

  6. Quero ir de Petrópolis só até a Pedra do Açu. A trilha só até a Pedra é fácil? Existe água em algum ponto?

  7. @ Marco Duarte: Você vai pegar a pior parte da travessia, esse é justamente o trecho mais pesado por causa de uma subida conhecida como Isabeloca. A travessia começa em torno dos 990 mts de altitude e termina o seu primeiro dia na pedra do Açu aos 2216 metros (se não me engano). Esse desnível acentuado é o que torna esse trecho o mais cansativo. Em compensação é o mais simples em termos de orientação. Sim, existem pontos de água no caminho, sendo o principal no Ajax (antes da subida da Isabeloca).

  8. Muito legal !

    Minha tropa pretende fazer essa trilha nas ferias e estamos muito empolgados…

    SAPS.

  9. moro em tere se alguem quizer alguma dica pode entrar em contato sou montanhista a 31 anos e mora aqui 28 anos qualquer dica entre em contato abraços

  10. Olá Mário Nery
    Me convidaram para fazer essa trilha em novembro (15/11) deste ano. Fiquei com duvida por ser época de chuva em algumas regiões. Gostaria de sua opinião sobre o clima nessa época na serra.

    1. Oi Godoi, então, já será o período de chuvas. É claro que isso não significa que irá chover com 100% de certeza, mas as chances disso acontecer são maiores. Então vale acompanhar a meteorologia e abandonar a travessia se for necessário.

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.